Tatsuki Fujimoto 17-26: Tesouro Escondido ou Apenas um Rascunho Animado?
E aí, galera geek! Se você, assim como eu, é fã de Tatsuki Fujimoto, o gênio por trás de fenômenos como Chainsaw Man e Look Back, provavelmente já está de olho no novo anime que chegou ao Prime Video: Tatsuki Fujimoto 17-26. Mas a pergunta que não quer calar é: essa antologia de curtas é uma pepita de ouro que revela a essência do autor, ou apenas um apanhado de ideias juvenis que deveriam ter ficado na gaveta?
Eu mergulhei de cabeça nessa coleção para te contar o que descobri. Afinal, ver as primeiras faíscas de um criador tão revolucionário é sempre uma experiência, mas será que a animação faz jus a essa fase “pré-fama”? Vamos desvendar esse mistério juntos!
A Jornada de 17 a 26: O Que é o Anime Tatsuki Fujimoto 17-26?

Antes de tudo, é importante entender o que estamos assistindo. O anime Tatsuki Fujimoto 17-26 não é uma série com uma narrativa contínua. Pelo contrário, ele é uma antologia que adapta oito one-shots (histórias curtas) que Fujimoto criou entre os 17 e 26 anos de idade, antes de se tornar o nome que conhecemos hoje.
Ou seja, estamos vendo a evolução de um artista em tempo real. É como olhar o caderno de esboços de um pintor famoso: nem tudo é uma obra-prima, mas tudo é essencial para entender o caminho que ele percorreu.
Oito Histórias, Seis Estúdios: A Estrutura da Antologia
O que torna essa adaptação ainda mais interessante é a sua produção. O projeto reuniu seis estúdios de animação diferentes e sete diretores para dar vida a essas oito histórias. Essa abordagem é genial, pois permite que cada curta tenha um estilo visual e uma pegada única, refletindo a variedade de temas e a experimentação da fase inicial de Fujimoto.
Entre as histórias adaptadas, temos contos que vão do bizarro ao melancólico, como “Sasaki Stopped a Bullet” e “Mermaid Rhapsody”. Portanto, a cada episódio, você é jogado em um universo completamente novo, o que mantém a experiência sempre fresca e imprevisível.
A Conexão com Chainsaw Man e Look Back
Se você está aqui, é porque ama Chainsaw Man. Nesse sentido, 17-26 é um prato cheio para caçadores de referências. Mesmo em seus rascunhos, a marca registrada de Fujimoto já estava lá: a mistura de humor ácido com violência gráfica, personagens complexos e diálogos que parecem sair do nada, mas que dizem muito.
Por exemplo, a forma como ele aborda temas como a solidão, a arte e a busca por um propósito, que são centrais em Look Back, já pode ser vista em embrião em algumas dessas histórias mais antigas. Consequentemente, assistir a 17-26 é como ganhar uma chave para decifrar a mente do autor.
Tesouro Escondido: Os Argumentos a Favor da Genialidade Bruta
Eu, particularmente, acredito que a antologia pende mais para o lado do tesouro escondido. E vou te explicar o porquê.
Temas Incomuns e a Marca Registrada de Fujimoto
O que mais me impressionou foi a coragem de Fujimoto em abordar temas tão incomuns, mesmo tão jovem. Ele não se prende a clichês de mangás shonen; ele está mais interessado em explorar o absurdo da vida, a fragilidade das relações humanas e a natureza da criação artística.
Além disso, a animação, com sua variedade de estilos, consegue capturar a energia caótica e a beleza imperfeita dos traços originais. É uma celebração da arte em sua forma mais crua e experimental. Em outras palavras, se você valoriza a originalidade acima do polimento técnico, vai encontrar aqui uma mina de ouro.
A Liberdade Criativa da Juventude
Não há pressão de grandes editoras ou a expectativa de milhões de fãs. Dessa forma, as histórias de 17-26 transpiram uma liberdade criativa que, às vezes, se perde em obras de grande escala. É o Fujimoto experimentando, errando e acertando, sem medo de ser estranho.
Afinal, é nessa fase que os artistas definem seu estilo. Ver o nascimento de ideias que seriam refinadas em Fire Punch ou Chainsaw Man é uma experiência única para qualquer fã que se preze.
Rascunho Animado: O Outro Lado da Moeda
No entanto, seria injusto não olhar para o outro lado da moeda. A antologia não é perfeita, e há quem possa considerá-la apenas um “rascunho animado”.
A Inconsistência e a Falta de Polimento
Como são obras de um autor em desenvolvimento, é natural que algumas histórias sejam mais fracas ou menos coesas que outras. Portanto, a qualidade da narrativa pode ser inconsistente. Alguns curtas terminam abruptamente, deixando pontas soltas ou resoluções que parecem apressadas.
Para quem espera a narrativa impecável e o ritmo frenético de Chainsaw Man, essa inconsistência pode ser um ponto negativo. Ou seja, é preciso ir com a mentalidade de que você está assistindo a um laboratório de ideias, e não a um produto finalizado.
O Risco de Comparar com Obras-Primas
O maior problema de 17-26 é o seu próprio criador. Sendo assim, é quase impossível não comparar essas obras juvenis com os sucessos estrondosos que vieram depois. Se você for assistir esperando o mesmo nível de impacto de Denji ou Power, pode se decepcionar.
É crucial lembrar que essas histórias foram feitas por um Fujimoto que ainda estava aprendendo a contar histórias. Consequentemente, a comparação direta pode ofuscar o brilho e a importância histórica que a antologia realmente tem.
Minha Conclusão (e a Sua?): Vale a Pena Assistir?

Em suma, o anime Tatsuki Fujimoto 17-26 é, para mim, um tesouro escondido com alguns rascunhos no meio.
Se você é um fã casual que só quer ver mais ação no estilo Chainsaw Man, talvez a experiência seja um pouco frustrante. Mas, se você é um verdadeiro geek que adora estudar a trajetória de um artista, entender suas influências e ver a gênese de um estilo, essa antologia é obrigatória.
Eu recomendo fortemente que você assista a 17-26 no Prime Video. Vá sem expectativas de uma obra-prima coesa, mas com a curiosidade de um arqueólogo desenterrando artefatos raros. Você verá o Tatsuki Fujimoto mais cru, mais honesto e, talvez, mais genial.
E você? Já assistiu? Qual história te marcou mais? Deixe seu comentário aqui embaixo e vamos debater se essa antologia é o futuro ou o passado do nosso mangaká favorito!
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